Uma história e uma inspiração: a melhor escolha

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Eu estava lendo uma matéria no blog Nômades Digitaisque compartilharam no facebook, e precisei compartilhar com vocês! "Tudo começou com um post no blog Notas Sobre uma Escolha, em Julho de 2013. Mas na verdade, a vontade do casal em largar tudo já vinha sendo planejada antes disso.

Eles trocaram a vida confortável em Lagoa Santa (MG) pra morar em Chapada Diamantina (BA), para levar uma vida mais simples.  Entre altos e baixos, Manu relata nos posts como está sendo a vida no campo baiano, onde já produzem seu próprio alimento em uma horta orgânica. O motivo principal do êxodo ela explica no primeiro texto do blog: deixar os filhos mais próximos da natureza.

“Sentimos que eles são crianças de espírito livre, cheios de luz e consciência. Obrigá-los a crescer na cidade, enjaulados em apartamentos, moldados pelo consumismo social e submetidos à uma educação tradicional nada inteligente seria, seria como negar toda a essência desses dois serzinhos”.

Além disso, Manu e Hugo querem ter a consciência do que é realmente necessário para se viver, sem todos os confortos da cidade grande, o que parece ser um grande desafio. Mas lendo os textos do blog, a vida campestre não parece tão ruim assim, embora lá também tenha os perrengues nada convencionais, como a fuga das galinhas, a morte de uma das cabras – que foi picada por uma cobra, os besouros que atacam a plantação, a falta de luz, entre outros, além da saudade dos familiares. 

A ideia de ser autossustentável, de viver da permacultura e do famoso Do It Yourself foge totalmente da nossa realidade urbana e exaustiva. O bom é que, diferente da maioria dos mortais, essa família tem acesso a “luxos” saudáveis que poucos têm, como a vida ao ar livre, sem as violências cotidianas, a comida de hortas verdes, frutas frescas, água pura e cristalina e energia solar."

Confiram alguns textos dos relatos da família, juntos com fotografias:

19 de fevereiro de 2014: A dependência exagerada do dinheiro sempre foi uma feridinha no nosso pé. O lance de trabalhar pra pagar contas, trabalhar mais porque as contas aumentaram, ganhar mais porque precisa-se de mais e precisar custa caro (...) Então, quando nos mudamos pra cá, trouxemos na nossa matula o objetivo de tentar algo bem próximo da auto-suficiência. Temos plena consciência de que este é um caminho bem longo, mas sem a ferida no pé fica mais fácil caminhar.

22 de agosto de 2013: Ainda tudo no começo. Ainda tudo novidade, mas sempre carregado de certeza da nossa escolha, parece que sempre pertencemos a essa vida. As mudanças vêm vindo com calma e respeitando nosso tempo de adaptação, esse processo tem sido uma delícia para nós quatro.

28 de setembro de 2013: Nossa vida por aqui traz exercícios diários de adaptação e confesso orgulhosa: estamos nos saindo muito bem. Coisas simples como separar e reaproveitar o lixo, trocar detergente por sabão de coco, temperar a comida apenas com o gersal que produzimos, fazer nosso próprio pão e comprar só mesmo o essencial, tem sido uma delícia! Por que não fazíamos isso antes?

14 de novembro de 2013: Anos juntos e ainda choro de amor, ainda sinto arrepios quando ele me toca, ainda me emociono quando olho pra família que construímos juntos. É tudo tão cheio de amor, de verdade, de carinho e respeito que eu nem sei falar. Eu me sinto tão segura ao lado dele, tão forte que poderia viver cem anos recomeçando vidas e vidas com a filharada toda nas costas! Hugo é o cara que me faz crescer todo dia, junto com nossos pequenos e a vida que escolhemos viver. Ele é meu cúmplice nas aventuras dessa estrada, a melhor de todas as surpresas que a vida me deu.

5 de fevereiro de 2014: Aqui nesse matão de meu Deus, no meio desse nada, cercada de verde, sou tão livre quanto esse vento que sopra na minha janela. Depois de tanto tempo de casamento, saquei que a liberdade é muito maior do que o ir e vir (...) A leveza das nossas próprias escolhas, a simplicidade do nosso caminho, a grandeza do nosso amor como família, a força do agora, a não preocupação com um futuro distante, o respeito à individualidade de cada um, o não enquadramento à um rótulo social do qual não gostamos, o prazer de sentir o tempo passar manso.


Estou completamente encantada e inspirada com a história dessa família! A maneira de como os filhos são criados, de como enxergam o mundo e de como enfrentam a vida e os desafios. Quero que vocês leiam a lista de coisas que os fizeram querer a mudança. Eles também possuem um tumblr, onde retratam seu cotidiano com fotografias! Já comecei a acompanhá-los no instagram. Uma notícia ruim é que eles tiveram que ir embora de lá (leiam aqui), mas o que importa é a inspiração, a história e a existência do blog, que precisa ser compartilhado pelos 4 cantos do mundo!

Espero que a história dessa família tenha inspirado e tocado vocês. Não sei como explicar, mas eu chorei lendo cada escritura e vendo cada fotografia. Consegui entender que a vida não é só questão de luxo, dinheiro, mansão, melhor celular, melhores roupas etc. É tudo questão de simplicidade e felicidade encontrada nas pequenas coisas. Sou eternamente grata à Deus por ter me mostrado essa história, que apareceu do nada na minha linha do tempo, e me fez querer compartilhar com vocês.

E por fim, deixo uma música chamada 'Amor de Índio', interpretada pela Maria Gadú. É a minha música brasileira preferida. Enquanto eu lia o blog, enquanto eu ficava admirando as fotografias, essa música ficou tocando na minha mente. Impossível não associá-la à família da Manu! Beijos!


Comentários
2 Comentários

2 comentários:

  1. Oi Valeska, adorei a história do casal, não posso ouvir a música Amor de índio que me emociono pois fui a música cantada no casamento dos meus pais.

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    1. SÉRIO? Nossa, que lindoooo!!! Poxa vida! Essa música significa MUITO pra mim

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Valeska Ribeiro © 2013 - 2014